Papéis bem definidos

No momento em que começa o processo eleitoral para o Colégio Deliberante, é necessário tecer algumas considerações sobre o papel dos membros deste órgão máximo da Fundação Ruben Berta. É repetitivo dizer que trata-se de uma missão de extrema responsabilidade, mas achamos oportuno exemplificar que responsabilidades são essas.

Ao ser aceito no Colégio Deliberante, o funcionário da VARIG ou da FRB foi destacado pelos demais membros dentre todo um universo de candidatos que preenchiam condições mínimas de participação. Ou seja, ele foi considerado apto a integrar o órgão graças ao seu comprometimento com a empresa e a Entidade, seu histórico profissional, a maturidade de suas idéias. O compromisso que ele assume, como membro deste Colégio, é com a Fundação Ruben Berta, com seus objetivos e metas, com seus interesses e investimentos e, principalmente, com o espírito humanitário e cidadão deste empreendimento, que socializa os resultados econômicos das empresas das quais participa e dos serviços que presta, em benefício dos seus filiados.

Do membro do Colégio Deliberan-te, espera-se que tenha uma visão ampla da Entidade, em sua tripla função de Provedora de Benefícios, Controladora de Empresas e Prestadora de Serviços - funções estas que se completam entre si para atender a um objetivo maior, constante no artigo primeiro do Estatuto.

A Fundação existe para promover o bem-estar dos seus filiados e familiares diretos, e isso deve estar sempre na mente de quem deseja integrar este órgão. Todas as ações de um membro do Colégio, enquanto tal, devem visar esse objetivo. Quando se aprecia e delibera sobre as contas das controladas, quando se participa de uma Comissão Regional, quando se integra um grupo de trabalho, e mesmo quando se assume uma cadeira no Conselho de Curadores, o membro do Colégio Deliberante precisa ter consciência dessa missão da Entidade, expressa pelo seu criador há quase 55 anos.

Outra ótica importante: o membro do Colégio não ganha poderes dentro da empresa em que trabalha só por causa disso. Ganha, sim, responsabilidades de ser um representante dos demais beneficiários, de defender e praticar os valores e princípios da Entidade, de observar seus regulamentos e código de conduta e de lutar por sua perenidade. Deve constituir-se em exemplo de profissional e de cidadão. Imbuir-se de humildade para que detecte ou a ele cheguem os anseios dos demais. Capacitar-se para ser um atuante e esclarecido integrante de um órgão que representa também os interesses da Fundação enquanto acionista e controladora de empresas, por ser este um meio de obter recursos para realizar sua missão: promover o bem-estar dos beneficiários.