Colégio elege novos membros
e muda o Estatuto

Realizaram-se, no dia 22 de maio, no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, a 60ª Assembléia Geral Ordinária e a 31ª Assembléia Geral Extraordinária da Fundação Ruben Berta, com a presença de 94,3% dos votos do Colégio Deliberante. Na pauta, alterações no Estatuto, no Regulamento de Acesso ao Colégio, eleição de novos membros para o órgão, aprovação das contas e da proposta orçamentária da entidade e apresentação dos resultados das empresas controladas.

Estatuto

A 31ª AGE foi convocada para alterar trechos do Estatuto da entidade e todas as propostas apresentadas pelo Conselho de Curadores foram aprovadas pela Assembléia por ampla maioria dos votos válidos presentes.

A redação do Artigo 1º, parágrafo 5º, ganhou nova forma, a fim de permitir ao filiado habilitar-se para empréstimo para aquisição de casa própria. No Artigo 6 º, parágrafo 6 º, e no Artigo 29º, parágrafo único, houve alterações no sentido de passar para a instância da Assembléia Geral a homologação da perda de cargo de curador. Para dar maior flexibilidade às reuniões do Conselho de Curadores, o Artigo 12 º foi alterado para que suas reuniões possam ser realizadas em qualquer base onde a Fundação possua instalações. No Artigo 17º, o texto foi modificado para aumentar o tempo de divulgação dos candidatos a membros do Colégio e no 18º definiu-se novembro como data da segunda reunião anual do órgão colegiado, a fim de facilitar a elaboração do orçamento e poder contar com dados mais atualizados das empresas controladas. E, por fim,eliminou-se a Disposição Transitória.

Colégio

A 60ª AGO iniciou-se imediatamente a seguir, com a votação de diversas propostas de alteração do Regulamento de Acesso ao Colégio Deliberante.

Entre as diversas proposições aprovadas, as mais importantes são a igualdade entre mérito e pontuação e o fim da tabela mínima de 20 pontos, para flexibilizar o acesso ao Colégio. Destaca-se também a ampliação da participação dos membros do Colégio na escolha dos candidatos, que passariam a escolher, por voto secreto, os candidatos por mérito em suas respectivas Diretorias, respeitado o princípio de um voto por membro do Colégio.


Os membros do Colégio formaram grupos de trabalho
para apreciar as propostas de alteração do Estatuto e
do Regulamento de Acesso ao Colégio Deliberante

Novos Membros

A eleição dos novos membros do Colégio Deliberante é sempre um dos pontos altos da Assembléia, porque mobiliza tanto os membros quanto as dezenas de candidatos. O grau de exigência dos eleitores continuou alto, haja vista que dos 79 candidatos referendados pelas Diretorias e pelo Conselho de Curadores, concorrendo a 67 vagas, apenas 28 foram eleitos.

   Os Destaques 
Waldomiro Ferreira da Silva Júnior foi o candidato mais votado, com 79,22% dos votos
Liudvika Herasymtchuk foi a mulher mais votada:
conquistou 73,57% dos votos e ficou em 3º lugar

Relatório

O Relatório do Exercício e o Balanço Geral da Fundação Ruben Berta foram integralmente aprovados pelo Colégio, assim como a proposta orçamentária para 1999.

Entre os principais índices registrou-se um aumento no total dos benefícios concedidos, que atingiram a casa de R$ 29,8 milhões, entre auxílios, atendimentos médicos e sociais, refeições servidas nos restaurantes próprios e atividades de educação, esportes e recreação. Nos benefícios indiretos – convênios e facilidades – foram alocados mais de R$ 7 milhões, um crescimento de 11% em relação ao exercício anterior.

Com tudo isso, o custo dos serviços vem caindo, apesar do aumento nos atendimentos. O custo do Serviço Médico caiu de R$ 8,1 milhões para R$ 7,9 milhões, porém houve cerca de 2% de atendimentos a mais – a despeito da redução do quadro funcional da VARIG. O Serviço Social também registrou aumento nos atendimentos, com redução de mais de R$ 200 mil no custo do serviço prestado. Foram servidas cerca de 12 mil refeições a mais em 1998, nos onze restaurantes da Fundação, ainda assim com queda no custo do serviço de R$ 8.366 mil em 1997 para R$ 8.358 mil em 98. Além disso, a participação da Fundação nesse custo, que fora 39% em 1997, cresceu para 43% no exercício.

Com este desempenho, a Fundação obteve um bom resultado do seu negócio – R$ 1,3 milhões – que somados a outras receitas operacionais e financeiras dariam um resultado de quase R$ 13,7 milhões. Porém a performance negativa das empresas controladas, especialmente da VARIG e Vagro, fez com que o resultado do exercício beirasse os R$ 21 milhões negativos.

Essa situação fez com que o Conselho de Curadores fizesse uma enérgica cobrança aos executivos da VARIG quanto à premência de soluções sólidas eficazes para reverter o quadro.


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