A maioria dos serviços da Fundação funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. Mas para atender os filiados, em caso de emergência, a FRB não tem horário: está o tempo todo no ar.Os atendimentos mais comuns são funerais, urgências médicas e casos de acidentes de trabalho. A atuação não é apenas na resolução de problemas, mas também no apoio emocional aos envolvidos. O assistente social procura amenizar a ansiedade dos familiares, dando informações seguras do que está sendo providenciado. No RIO, SAO, POA e BSB, um convênio com uma rede de empresas de atendimento de urgência garante os primeiros socorros e a eventual remoção do paciente. A partir daí, o assistente social vai encaminhar o atendimento para clínicas do plano de saúde do filiado ou para a rede pública. “Esses convênios garantem agilidade no atendimento” afirma a assistente social de SAO, Lia Beraldo. “Aqui em São Paulo, as gerências da base e o Hotel Planalto já têm contato com esses credenciados, e os acionam ao mesmo tempo que nos informam da emergência. Ganha-se muito tempo com isso.” O convênio de atendimento de emergência pode ser acionado desde que o paciente esteja nas chamadas áreas protegidas: a bordo, nos aeroportos, dependências da VARIG, da Fundação e nos hotéis que hospedam funcionários a serviço. Não há plantão da FRB em outras cidades, porque
a regulamentação da atividade de assistente social só
permite esquema de rodízio em equipes com três ou mais profissionais.
Mas a Fundação está negociando com empresas do Brasil
todo para firmar convênios de emergência em todas as cidades
onde haja uma base da VARIG.
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Depoimento![]() “Eu estava em Paris, encerrando um embarque, quando decidi não voar. Sentia dores muito fortes nas costas e já tinha um histórico de pneumotórax (presença de ar na pleura). Comuniquei ao chefe de equipe e ao comandante e desembarquei. Eram 23h20 de uma sexta-feira. Peguei um táxi e fui para um hospital. A médica que me atendeu foi direta: voar implicava em risco de vida e eu precisava ficar 50 dias em terra. Com uma notícia dessas, fiquei perdida; liguei para o Érico (gerente da filial VARIG em Paris) e ele acionou a Fundação. Em pouco mais de uma hora, a assistente social Patrícia estava ao telefone pegando informações e me dizendo das providências que iria tomar. Durante todo o fim de semana, ela manteve contato permanente com minha família, providenciando e trocando passagens. Na noite de domingo, meu irmão chegava a Paris para ficar comigo. E no dia em que fui me operar, o Dr. Héber Mathias veio de São Paulo conversar com o cirurgião. Eu fico muito feliz de ter um espaço para agradecer o respaldo que eu tive da Fundação, da VARIG e da ACVAR. O único senão nessa história é eu não ter tido conhecimento prévio de que podia solicitar um atendimento desses à FRB. Eu saberia desde o início que, mesmo lá em Paris, eu não estava sozinha.” Comissária
Márcia Pullig
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