Filantropia
com estrutura profissional

No início, era apenas uma ativida de humanitária da VARIG, que mandava seus funcionários das bases no exterior – principalmente Europa e Estados Unidos – comprarem nas farmácias remédios que não tinham similar no Brasil para pessoas sem condições de adquirir pelas vias normais. O serviço cresceu, passou para a responsabilidade da Fundação e começou a se profissionalizar.

A VARIG ainda é quem presta este serviço para a população, transportando gratuitamente os remédios encomendados. Mas seus funcionários no exterior já não vão mais à farmácia no horário do expediente. A Fundação Ruben Berta profissionalizou este processo, que atende a cerca de 8 mil pessoas por mês em todo o Brasil.

Hoje a FRB trabalha com dois distribuidores de medicamentos, um em Miami e outro recentemente contratado em Londres. Isso contribuiu para reduzir o custo de muitos remédios – que antes eram comprados pelo preço do varejo – e viabilizou a reativação do fornecimento de produtos de diversas procedências na Europa.

A lista desses medicamentos é elaborada criteriosamente pelo Serviço Médico da FRB e exclui remédios controlados, experimentais, de uso estético e complexos vitamínicos. “Na verdade, a finalidade deste serviço”, explica Cláudio Bortoli, Coordenador Executivo da Fundação, “é trazer medicamentos que proporcionem a sobrevivência ou a efetiva melhoria da qualidade de vida de pessoas necessitadas.”

Todo o processo transcorre sob orientação e estreita fiscalização da Receita Federal – uma vez que todo o serviço é prestado sem lucro para a entidade – e da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, que libera os medicamentos caixa por caixa. O rigor técnico com que este órgão controla a entrada dos medicamentos é benéfico para a Fundação Ruben Berta, que garante, desta forma, a qualidade do serviço oferecido à população de todas as cidades onde houver uma base da VARIG.


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