| Uma cozinha industrial bem instalada, com ótimos equipamentos
e tocada por profissionais de primeira linha não basta para garantir
a qualidade de tudo aquilo que produz para seus clientes consumirem. Por
quê? Porque durante a produção e distribuição
dos alimentos há momentos em que o controle das condições
sanitárias não é muito simples.
São os chamados pontos críticos de controle, que levaram o Ministério da Saúde a editar uma Portaria definindo normas e procedimentos para aumentar a qualidade do que vai para o seu prato. |
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Ainda que controle a qualidade dos processos em suas cozinhas há muito tempo, aliando o sabor e variedade à higiene e segurança na preparação das refeições, a FRB nunca deixa de procurar novos meios para aprimorar sua operação. Por isso, contratou a conceituada consultora em APPCC – Análise de Perigos em Pontos Críticos de Controle, Dra. Gillian Alonso Arruda, para promover um amplo programa de diagnose e de implantação de novas medidas e aprimoramento de normas de segurança em todos os seus restaurantes.
A diagnose identifica os processos que possuem risco de contaminação microbiológica, reforça procedimentos praticados assim como propõem novas medidas de segurança que implicam em mudanças comportamentais dos profissionais das cozinhas – e alguns investimentos em estrutura física e equipamentos, privilegiando sempre os usuários com qualidade e segurança.
O controle da temperatura é um dos itens mais importantes do APPCC, uma vez que pode facilitar ou impedir a proliferação de microorganismos. Por isso, um dos processos já implantados na Fundação é a medição da temperatura dos gêneros perecíveis quando são recebidos dos fornecedores e das preparações nos balcões de distribuição. “Já estamos agindo nas pontas do processo de produção, e agora vamos intensificar ações nos processos intermediários que são: pré-preparo e cocção”, diz Evelise.
A Dra. Gillian elaborou um manual de procedimentos de segurança
sanitária e está treinando os funcionários de cozinha
da FRB no RIO, SAO e POA, a fim de reciclar conhecimentos e estabelecer
uma padronização dos processos em todas as unidades. Após
a fase de implantação, auditorias periódicas serão
feitas para avaliar a observância dos procedimentos estabelecidos.
“É uma mudança cultural”,
diz ela, “que precisa ser acompanhada para que
seja efetiva.”
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Uma das vantagens competitivas da Fundação para a implantação
do APPCC percebida pela consultora durante os treinamentos, é a
antigüidade das equipes das cozinhas, em comparação
com o mercado de alimentação institucional, onde a rotatividade
da mão-de-obra é muito alta.
Funcionários com 15, 20 anos de casa são muito mais comprometidos com os objetivos e com os resultados esperados por perceberem a importância da implantação deste projeto. Esta percepção é fruto de conhecimentos adquiridos em treinamentos anteriores. |
“O que a legislação estabelece é um padrão de segurança sanitária”, diz a Gerente Geral de Nutrição, Cleonice Nunes, “mas a Fundação quer ir além desse padrão. É nossa responsabilidade zelar pelo bem-estar e pela satisfação dos filiados, e para isso contamos com o envolvimento de nossos profissionais. Eles são a verdadeira garantia da sua saúde.”