Adolescentes em alta na Fundação

A adolescência é uma difícil fase da vida para os próprios adolescentes e mesmo os pais nem sempre estão preparados. O objetivo da Fundação Ruben Berta é atuar nessa necessidade, através da formação de uma população jovem mais saudável.
 
O Programa Teen – encontro de caráter educativo e recreativo voltado para adolescentes beneficiários da Fundação – foi criado no ano passado e alcançou um sucesso absoluto.

Este ano, tiveram destaque os programas realizados no Rio de Janeiro, coordenado pelas assistentes sociais Simone Ferreira e Elizabeth Brito; e em Brasília, com a coordenação da assistente social Davina Viegas.

Estréia em Brasília

Este foi o primeiro ano que os adolescentes da região Centro-Oeste puderam usufruir do Programa Teen. O encontro aconteceu no hotel fazenda Estância Park Hotel, em Anápolis, a 150 km de Brasília, entre os dias 10 e 12 de setembro, com a participação de 48 adolescentes, sendo 10 de Cuiabá, dois de Campo Grande e o resto de Brasília.

Com o tema, O Adulto do 3º Milênio, o Programa foi desenvolvido através de uma série de atividades abordando sexualidade, drogas, relacionamento e violência. Essas atividades foram com base em dramatizações, palestras e dinâmicas de grupo, além de diversas modalidades esportivas como hidroginástica, cavalgada, gincana e jogos. Também fez grande sucesso entre os participantes a Festa do Brega.

A assistente social Davina contou com o apoio de três psicólogos e um médico, uma equipe de sete instrutores de educação física  e, para cuidar da saúde, com a enfermeira Sâmila Cristine, do Serviço Médico BSB.

Oficinas no Rio

O Programa Teen do Rio teve sua segunda edição este ano no Hotel Fazenda Maria Claúdia, em Petrópolis. Face à grande demanda, o encontro aconteceu duas vezes: entre 15 e 17 de outubro, com 49 adolescentes, e entre 5 e 7 de novembro, com 37 participantes.

Simone explica que este evento não é apenas uma excursão ou passeio, mas um projeto educativo desenvolvido através de oficinas. “Trabalhamos com a metodologia construtivista e as oficinas visam a participação, propondo-se a de educar de uma forma diferente”, diz ela.

Há vários momentos de recreação orientada em horários livres, quando os participantes podem usufruir dos recursos do hotel, como piscina, cavalgada e quadras de esportes – sempre com o acompanhamento de um profissional.
As oficinas desenvolvidas foram: Oficina do Serviço Social, mostrando a importância do adolescente no contexto social; Teatro da Espontaneidade, desenvolvida por um psicólogo; Uso Indevido de Álcool e Drogas, em que uma psicóloga apresenta o depoimento de um dependente em recuperação; Oficina da Sexualidade, desenvolvida por uma sexóloga, e a Oficina do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola, mostrando o universo de profissões.

Resultado positivo

Com diferentes abordagens no Rio e em Brasília, o Programa Teen alcançou altos níveis de receptividade nas duas bases. “Além disso, a interação foi tão boa que todos ficaram amigos, passando a se encontrar para sair e, aqueles que são de Cuiabá ou Campo Grande, mantêm contato por telefone e alguns até marcaram de passar férias juntos”, afirma Davina.

No Rio não foi diferente: “É muito grande o interesse por parte dos adolescentes na continuidade deste trabalho, inclusive por aqueles que não poderão mais participar no próximo ano, devido ao limite de idade”, conta Simone Ferreira.


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