Fundado por sugestão de Ruben Berta, o CTG Pagos da Saudade está completando 40 anos de atividades na defesa da cultura e das tradições gaúchas, representando a VARIG e a Fundação em inúmeras oportunidades
| A idéia inicial era substituir os grupos contratados para apresentações em eventos nacionais e internacionais promovidos pela empresa por gente da casa, porém com qualidade profissional, com o objetivo de projetar a empresa. | ![]() |
Nos primeiros anos, sua atividade foi especialmente intensa, com apresentações no Brasil e na América Latina. Quando a VARIG assumiu a Real Aerovias, foi organizada uma excursão a todas as cidades onde a empresa operava, em que até o comandante Almada, piloto do Curtiss Comando que levava o grupo, ia pilchado vestido de gaúcho.
O grupo cresceu e se consolidou, porém teve momentos de ostracismo após a morte de Ruben Berta. Houve esforços para seu ressurgimento em 1972 e em 1985, quando foi melhor sucedido. De lá para cá, são 13 anos de atividades ininterruptas, alternando apresentações com períodos de estímulo à cultura "de galpão", em que se destacaram outros aspectos do rico folclore gaúcho, não apenas a música e a dança.
Levando o nome da VARIG, da Fundação e até mesmo do Brasil para o exterior, o CTG já fez shows em Nova York, Tóquio, Joannesburgo, Frankfurt e diversas capitais da América do Sul e Ásia. É um dos 15 grupos folclóricos credenciados pela ONU para representar oficialmente o país em eventos internacionais.
Porém, para a Fundação Ruben Berta, o aspecto mais importante desta iniciativa diz respeito à formação dos jovens que dele participam. Ao longo destas quatro décadas, centenas de filhos de funcionários da VARIG participaram dos ensaios e das atividades tradicionalistas, entrando em contato íntimo com a cultura regional brasileira.
"Nas crianças, a participação ajuda na formação do caráter, elas começam a ver a vida de uma forma diferente", opina Juan Metzler, ex-patrão (uma espécie de presidente) do CTG. "Elas absorvem valores diferentes, não têm problemas com drogas, com violência. Têm respeito às tradições e vêem o valor do que estão fazendo ao representar nosso Estado e nosso País."
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Para a FRB, iniciativas como esta, que visem o resgate da cultura nacional, devem ser incentivadas e valorizadas. No Pará já nasceu um grupo de carimbó; se surgirem outros, de outros estados do país, terão apoio da Fundação Ruben Berta para realizarem suas atividades. |